Este ano o número trabalhadores, da região de Cajazeiras  que vão ao corte de cana no interior paulista deve bater o recorde. Tudo isto por que não existe mais empresas para receber a mão de obra dos operários que estão desempregados na região.

As obras da transposição na Paraíba foi durante alguns anos um lugar de emprego para centenas de pais de família. Este ano a mão de obra acabou e, para muitos não tem outro jeito a não ser viajar milhares de léguas em busca de ganhar a sobrevivência da família.

O mês de abril é quase o limite para se viajar para a lavoura canavieira em São Paulo. Os ‘turmeiros’ como são chamados as pessoas que escolhem os trabalhadores para levar para São Paulo já começaram a inscrever para a  seleção.

Muitos trabalhadores da região já colocaram à venda alguns  bens   como motos, gado e tem deles que estão vendendo até passarinhos. É o caso de Paulo João que mora em São José de Piranhas que já colocou um “Gola” à venda. “ Tem de vender se não, não ajeito minhas coisas para viajar,” Disse. Ele já viajou cinco vezes para o corte de cana.
 
Este ano cerca de 4 mil trabalhadores da região devem viajar para o corte de cana no interior paulista.

Apesar do tempo bom no Brasil, Cosan está otimista com a cotação do açúcar

Uma das maiores empregadoras de operários nordestinos, a Cosan declarou estar otimista em relação aos preços do açúcar e do etanol, citando os percalços na produção mundial e contendo as expectativas para a próxima safra no Brasil, onde é a maior esmagadora de cana.
A empresa reconhece que no Centro-Sul do Brasil, onde o processamento da safra 2017/18 começa em abril, “o clima tem sido favorável até agora, com boa quantidade de chuvas”.

Para o grupo, se o clima permanecer como está, a expectativa é esmagar “dentro da faixa mais alta” da margem prevista para a próxima safra, que varia de 59 a 63 milhões de toneladas de cana.
No entanto, isso não implica necessariamente em um aumento significativo em relação à safra 2016-17, quando a margem prevista era de 59 a 61 milhões de toneladas esmagadas. Até o fim de dezembro, a companhia chegou a 59,4 milhões de toneladas.

POR ALEX GONÇALVES 
Tribuna10: matéria especial 

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ALEX GONÇALVES

Alex Gonçalves é radialista DRT4220-PB.Natural de São José de Piranhas, fomado em Letras pela UFCG. Atua no ramo de jornalismo há 15 anos, foi editor repórter do portal Radar Sertanejo durante nove anos.É funcionário público estadual desde 2010 e atualmente apresenta o programa Radar em Alerta na Terra Nova FM.

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