Repercute em redes sociais e até na imprensa de outros estados o desabafo de concursados da Polícia Militar, ora participando do CFSD (Curso de Formação de Soldados), denunciando a má qualidade do treinamento, que muitos alunos estão sendo obrigados a dormir no chão, “tratados como bichos”, há perseguições e até falta d’água para as necessidades básicas.

Há também a denúncia de que muitos alunos são  convocados para dar segurança a festas particulares, “sem receber nada por isso”. Ou ainda: “Devido à perseguições alguns alunos do curso já estão fazendo tratamento psicológico e se tornando cada vez mais violentos nas ruas, devido à péssima formação!… os alunos estão sendo tratados como escravos.”

CONFIRA A ÍNTEGRA DA POSTAGEM…
“No CFSD de Campina Grande está acontecendo várias arbitrariedades e perseguições internas com os alunos, como também os alunos se queixam de não ter tido aulas para manusear armas de fogo como o 556, 762 e cal 12.
Segundo um aluno “tem muito moído e pouco aprendizagem, e o curso já ultrapassa 11 meses”.  O EDITAL determina 9 meses!

Devido à perseguições alguns alunos do curso já estão fazendo tratamento psicológico e se tornando cada vez mais violentos nas ruas, devido à péssima formação!
De acordo com relatos de alunos, percebe-se que o segundo batalhão não tem estrutura física para comportar um curso de formação, pois lá não fornece alojamentos para os que moram em outras cidades  (pagam aluguel com a bolsa que recebem, além de despesas pessoais e do próprio curso), os alunos que compram a água para beber e lá não tem água de qualidade para fazerem a higiene pessoal.

Segundo um dos alunos que não se identificou com medo de represálias, falou:”Teve uma semana que ficaram de pernoite 45 alunos e só tinha 27 colchões, muitos dormiram no chão mesmo, naquele momento me senti tratado como um bicho e cheguei a chorar de desgosto, pois o profissional de segurança pública do Estado não pode está sendo tratado daquela forma, a minha dignidade e dos meus colegas estava sendo ferido e não poderíamos falar nada para não sermos perseguidos ainda mais.”
Além de terem aulas a semana toda, no final de semana são empregados em festas nas cidades circunvizinhas  (sem receber nada por isso).

Outro aluno relatou que trabalhou no domingo das 18:00 até às 6:00 da segunda numa festa e ainda foi para aula na segunda feira a tarde.

Demonstrando que os alunos estão sendo tratados como escravos.
Diante dessas arbitrariedades todos querem que seus direitos sejam respeitados, que o princípio da dignidade da pessoa humana seja aplicados a eles, pois isso já está refletindo nas ruas (Alguns alunos antes calmos, estão cada vez mais agressivos com a sociedade), todos estão sendo humilhados e menosprezados pela coordenação.

Tudo isso acontece devido à falta de efetivo como determina à lei e por conta da mão de obra barata realizada pelos alunos.”

Tribuna10
Fonte: Euder Moura   

Compartilhar:
Alaninfo

ALEX GONÇALVES

Alex Gonçalves é radialista DRT4220-PB.Natural de São José de Piranhas, fomado em Letras pela UFCG. Atua no ramo de jornalismo há 15 anos, foi editor repórter do portal Radar Sertanejo durante nove anos.É funcionário público estadual desde 2010 e atualmente apresenta o programa Radar em Alerta na Terra Nova FM.

0 Comentários até agora, adicione o seu