BARRO-CE- A prestação de contas que o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) mostra quanto à forma que os municípios cearenses aplicam os recursos mostra estilos de gestão. São várias as formas de despesas. Depois de pagar o funcionalismo e do custeio da máquina, vem os investimentos.

Na prestação de contas tem um íten chamado de DESPESAS COM INSTALAÇÕES E OBRAS. Nesse íten a Prefeitura de Barro investiu pouco neste 2018.

Na cidade administrada por Marquinélio Tavares só foi  gasto R$ este ano R$ 55.006,37 como pagamento de instalações e obras o que representa muito pouco para uma cidade que sofre com graves problemas de infraestrutura, a exemplo de esgotos a ceu aberto no meio da cidade.

É de se estranhar que o prefeito gaste mais com outras atividades secundárias do que com serviços essenciais. O TCM mostra que o prefeito Marquinélio autorizou despesas muito maiores com diárias do que com obras e instalações.

Em 2018 os gastos com diárias para o prefeito e servidores de 1° escalão da Prefeitura do Barro chega a R$ 82.125, ou seja, cerca de R$ 31 mil reais a mais do que com obras e instalações.

A maior revolta da população do Barro é que a cidade vive, atualmente, um completo abandono com o desleixo da atual gestão, enquanto isso verbas do povo são gastas em benefício de ‘apadrinhados políticos’ em detrimento dos barrenses.

O Ceará é o quarto estado do Nordeste em produção de carga orgânica não coletada e não tratada, por dia, de acordo com o Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas.  O levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que o Estado cearense não recolhe 91,4 toneladas de esgoto diariamente, ficando atrás da Bahia (183,1 t/dia), Pernambuco (175, 9t/dia) e Maranhão (183,1 t/dia).

O esgoto não coletado e nem tratado integra - além do lançamento a céu aberto (lançamento em rede de águas pluviais ou em sarjetas, disposição direta no solo e nos corpos d’água) - fossas rudimentares ou negras, em que a carga orgânica é despejada diretamente no solo, devido à falta de saneamento. Os esgotos coletados e não tratados são lançados em corpos hídricos pelas prestadoras de serviço, conforme a ANA.

Por Alex Gonçalves 
Redação em Barro

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ALEX GONÇALVES

Alex Gonçalves é radialista DRT4220-PB.Natural de São José de Piranhas, fomado em Letras pela UFCG. Atua no ramo de jornalismo há 15 anos, foi editor repórter do portal Radar Sertanejo durante nove anos.É funcionário público estadual desde 2010 e atualmente apresenta o programa Radar em Alerta na Terra Nova FM.

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