Está marcada para esta sexta-feira (23), no Instituto Antonio Lacerda, às 19h, em São José de Piranhas uma audiência pública, organizada pela Câmara de vereadores, com o objetivo de
tratar sobre  a volta do cultivo do algodão herbáceo no município. O projeto de lei estrita é de autoria do vereador do PCdoB, Celso Gonçalves.

Autoridadas estaduais e municipais estão sendo convidadas para debater o assunto durante a pauta. O projeto tem como base a realização de sessões itinerantes em comunidades rurais para discutir maneiras de implementação da volta da cultura do algodão branco no município.

As reuniões serão acompanhadas por agricultores, autoridades e técnicos de órgãos ligados à agricultura que darão suporte ao projeto em andamento.

Segundo Celso,  a volta do cultivo do algodão é prioridade, haja vista que a safra de algodão é quem tirava o agricultor do aperto financeiro. “Vamos incentivar a volta do cultivo do algodão branco em São José de Piranhas por que o agricultor só saia do aperto quando tinha a matéria prima para vender,” defende.

 A cultura do algodoeiro herbáceo (Gossypium hirsutum L. raça latifolium Hutch.), em condições de sequeiro foi uma das mais importantes para os pequenos e médios produtores de base familiar da região semiárida do Brasil. Atualmente, a área de algodão nessa região é muito pequena, em razão da baixa produtividade e competitividade ocasionada por vários fatores, dentre os quais podemos citar, o bicudo,  a ocorrência de déficit hídrico com elevada frequência, baixa adoção de tecnologias, como a mecanização, o que aumentou os custos com mão de obra, que atualmente está se tornando escassa e cara.

Uma das alternativas que tem sido adotada pelos agricultores familiares é a produção de algodão com características especiais, como o colorido e o agroecológico, que permitem a obtenção de preços diferenciados em relação ao algodão convencional, agregando valor à produção e aumentando a rentabilidade por área. O algodão produzido pelos agricultores familiares é colhido manualmente, o que proporciona, quando esta operação é bem feita, a obtenção de um produto de elevada qualidade, com baixa contaminação da fibra por impurezas.

Entre as vantagens do cultivo do algodão no Semiárido, podemos citar a grande tradição dos agricultores familiares com o cultivo desta espécie e, além disso, o custo com insumos, principalmente inseticidas e fungicidas, o qual é muito mais baixo do que em outras regiões do Brasil. 

Outra vantagem é que o algodão é um produto que tem mercado garantido dentro da própria região Nordeste, a qual possui grande parque têxtil instalado, além de não ser perecível. Neste sistema de produção são evidenciados os passos tecnológicos para a cultura do algodão para os agricultores familiares desta cultura em condições de sequeiro (dependente de chuvas) na região semiárida.

Por Alex Gonçalves  
Atualizada ás 16h51

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ALEX GONÇALVES

Alex Gonçalves é radialista DRT4220-PB.Natural de São José de Piranhas, fomado em Letras pela UFCG. Atua no ramo de jornalismo há 15 anos, foi editor repórter do portal Radar Sertanejo durante nove anos.É funcionário público estadual desde 2010 e atualmente apresenta o programa Radar em Alerta na Terra Nova FM.

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