Do Tribuna10, em Cajazeiras
24/11/2019  às 🕣
Fonte: Repórter PB

A semana não foi boa para o ex-prefeito de Triunfo no Sertão da Paraíba, Damísio Mangueira. Na manhã da quarta-feira (20), a Polícia Federal amanheceu batendo a porta do ex-prefeito, suspeito de participar de fraudes na aplicação de verbas federais descentralizadas em convênios celebrados com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

A quarta fase da Operação Recidiva, cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nas residências de investigados e sedes de empresas, bem como cinco mandados de prisão e um mandado de afastamento de função pública.

As medidas judiciais foram cumpridas em endereços em João Pessoa, Santa Rita, Campina Grande, Patos, Ibiara, Triunfo, Catingueira e Santo André, na Paraíba, além de Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Todas as ordens foram expedidas pela 14ª Vara Federal em Patos.

O ex-prefeito de Triunfo, Damísio Mangueira passou por audiência de custódio, porém ficou preso no Batalhão de Patos em sala do Estado Maior, por ser advogado.

A investigação demonstrou que um dos empresários envolvidos, um engenheiro, mantinha contato com diversos servidores e empreiteiros paraibanos, com intuito de fraudar licitações em cidades onde tinha acesso facilitado. As licitações fraudadas ultrapassam o valor de R$ 5,5 milhões.

O delegado chefe da Polícia Federal (PF) em Patos, Dr. Beltrão, chefe das investigações na Operação Recidiva, comentou a prisão preventiva dos ex-prefeitos José Edvan Félix e Damísio Mangueira da Silva, de Catingueira e Triunfo, respectivamente, além do empresário Francisco Amilton de Sousa Júnior e do secretário municipal Samuel Zariff Marinho de Araújo, chefe de gabinete da Prefeitura de Santo André.

- Está mais que justificado o nome da operação, de “Recidiva”. Infelizmente, figuras que continuam delinquindo apesar da atuação forte do Estado. Daí se justifica a prisão preventiva destas pessoas, porque mesmo investigadas em outras situações não pararam de delinquir”, revelou o Delegado Federal.

Os investigados devem responder por dispensa ilegal de licitação, fraude licitatória, associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. As penas desses crimes, se somadas, passam de 20 anos de reclusão.

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ALEX GONÇALVES

Alex Gonçalves é radialista DRT4220-PB.Natural de São José de Piranhas, fomado em Letras pela UFCG. Atua no ramo de jornalismo há 15 anos, foi editor repórter do portal Radar Sertanejo durante nove anos.É funcionário público estadual desde 2010 e atualmente apresenta o programa Radar em Alerta na Terra Nova FM.

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