O governo federal já tinha se manifestado em vetar o projeto
Por Alex Gonçalves 
Do Tribuna10, Redação
Com Correio Brasiliense

Após 19 dias de debate, senadores aprovaram, na noite deste sábado (2/5) o auxílio de R$ 60 bilhões para estados e municípios. Do montante, R$ 10 bilhões será destinado diretamente à saúde de estados e municípios. A verba é R$ 29 bilhões menor que a inicialmente aprovada pela Câmara e a expectativa é que cause um impacto de até R$ 130 bilhões aos cofres públicos. A contrapartida exigida pelo governo, de congelamento de salários por dois anos deverá cobrir a despesa.

O senador Paulo Paim (PT-RS) foi um dos que argumentou que a quantia que o Senado construiu junto com governo é suficiente, posi estados e municípios perderão arrecadação, mas continuarão a cobrar e receber parte dos impostos. O Comitê Nacional dos Secretários da fazenda dos Estados e do DF (Consefaz), favorável à proposta elaborada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RS), soltou uma nota afirmando que o substitutivo do Senado reduz “drasticamente” o socorro aos estados. Segundo os cálculos da entidade, houve queda de 30% na arrecadação, mas essa quantia deve subir para 40% no mês de maio e, em algumas regiões, pode chegar a 50%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE.


A medida foi aprovada por unanimidade e contra todas as expectativas, já que, no início da sessão, tinha mais de 249 emendas. A expectativa, inicialmente, é que os trabalhos entrassem noite adentro e não havia nenhuma garantia que o tempo seria suficiente para construir um consenso. A verba será dividida em 60% para os estados e 40% para os municípios. A expectativa é que a Câmara vote o texto nesta segunda (4/5), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), garantiu, por diversas vezes, que manteve contato com Maia. Mas também falou em desconforto com a Câmara e que há viabilidade para o texto.

“Quero agradecer, também, a sensibilidade do presidente Jair Bolsonaro, que autorizou a equipe econômica a tratar com o Senado uma coisa que a equipe econômica já não ia tratar mais com a câmara. O governo federal já tinha se manifestado em vetar o projeto. Não faltou, da minha parte, nem um minuto de conversa com o presidente da Câmara Rodrigo Maia”, garantiu.

“Mesmo sabendo que a Câmara teve um desconforto com o senado, não sei se é a palavra adequada para falar. Não foi só um desconforto. Em vez de destruir pontes, eu busquei construí pontes. Fiquei 15 dias reunido com o governo, e quando terminava a reunião com os técnicos do senado, senadores, consultores e assessores, que agradeço muito a paciência, eu atravessava a residência oficial do Senado e ia para a casa do presidente Rodrigo Maia explicar para ele tudo que a gente estava fazendo”, disse. Tenho certeza que a vontade dos parlamentares na Câmara é ajudar rapidamente estados e rapidamente os municípios”, completou.

Compartilhar:
Alaninfo

ALEX GONÇALVES

Alex Gonçalves é radialista DRT4220-PB.Natural de São José de Piranhas, fomado em Letras pela UFCG. Atua no ramo de jornalismo há 15 anos, foi editor repórter do portal Radar Sertanejo durante nove anos.É funcionário público estadual desde 2010 e atualmente apresenta o programa Radar em Alerta na Terra Nova FM.

0 Comentários até agora, adicione o seu